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Cuidar da Mente é Jiu-Jitsu: “Eu venci o mundo!”

Ver a vida como uma luta, esta é a interpretação que os amantes da arte suave têm sobre a existência aqui na terra. As vitórias pessoais – dentro dessa concepção -, são comparadas a medalha de ouro no peito no pódio. Já as derrotas são vistas como os momentos ruins, aonde manter o foco pode exigir um pouco mais do que simplesmente lutar. Poderia ser pouco, mas a vida exigiu muito mais de Wesley Vicuña.

No caso do paraense, a batalha foi longa e pior do que ele imagina. Wesley iniciou na arte suave em 1997 junto ao Professor Jefferson Costa (GB Centro Palmas), com quem aprendeu a filosofia do Mestre Carlos Gracie Jr, frisando sempre a importância da irmandade GB. Os anos de treino o renderam a faixa roxa na cintura em 2005, junto a conclusão da faculdade de educação física. Foram duas importantes conquistas no estado de Tocantins, mas era hora de voltar para casa.

De volta à cidade natal, os planos não foram como o então recém graduado esperava, como ele contou, “O tempo passou “entrei” no álcool. Do álcool surgiram outras amizades e com elas as drogas. Era uma luta constante, os dias se passavam, mas o espirito GB, sempre dentro de mim dizia: “Erga a cabeça volte para os treinos”. 5 anos se passaram, até que o seu antigo professor, Jefferson o encontrou numa rede social e o perguntou, “Cadê meu campeão?”. A resposta de Wesley foi: “morreu”.

Mas sabia o paraense naquela época, mas um guerreiro não morre. Um guerreiro se fortalece a cada derrota renasce após cada uma delas. Algumas conversas junto a vontade de vencer o fizeram procurar um centro de reabilitação – por onde ficou por 5 meses. Recuperado, renovado, uma primeira parte havia sido vencida. A segunda peleja estaria em voltar a treinar e se reencontrar nos tatames.

Os estragos físicos e psicológicos aos poucos foram sendo curados. A cada treino, a cada aula, tudo parecia acontecer de forma rápida e, quando menos esperava, a faixa marrom estava amarrada, “Após receber a marrom, meu professor pediu para que eu fizesse o PCI 4 na época. Depois de concluir o curso pude redescobrir meu mundo de volta. Ali, o meu eu instrutor retornou. Comecei com um projeto social – Projeto Jiu-Jitsu Evangélico Jovens de Cristo, e mais 40 placas”, compartilhou Wesley.

Os resultados de sua recuperação resultaram na vitórias de diversas crianças e uma novo plano: ter sua própria escola Gracie Barra. Ao conhecer o responsável pela GB Marabá, Henzo Pontes, e conversarem, Wesley deu entrada no processo de abertura da sua unidade, a GB Centro Santana do Araguaia.

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A superação do guerreiro dessa história não parou ai. Como todo amante da arte suave, ele também possuía um outro sonho: a faixa preta. Por merecimento e trabalho em torna da missão Jiu-Jitsu Para Todos, Jefferson Costa o condecorou à black belt, “Eu venci o mundo! Venci o álcool, as drogas e todos os vícios. Graças aos amigos e irmãos que sempre tive na GB, estou de volta. As pessoas precisam saber que o jiu jitsu não é apenas uma luta e sim um estilo de vida. Através do nosso esporte, eu mudei de vida e hoje a Gracie Barra Centro Santana do Araguaia faz um trabalho que inclui tirar os jovens das ruas e das drogas. Devo meu trabalho a minha profissão, a Deus e, é claro, a Gracie Barra”, compartilhou orgulhosamente, Wesley Vicuña.

“Para ser um guerreiro, não se deve apenas empunhar uma espada. Deve-se ter uma razão pela qual empunhá-la”. 

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